Um espaço italianinho e maluco

Sábado, 21 de Junho de 2008
A vida nos centros de identificação e expulsão. (Vale a pena?)

Era uma vez uma Itália com um governo de esquerda que acreditava na politica do acolhimento, tinha a ilusão que os homens no fundo são bons e que os estrangeiros, apesar de falarem línguas diferentes, eram parecidos com os Italianos. Depois começaram a chegar os albaneses e os romenos, a criminalidade subiu repentinamente sem controlo, as pessoas começaram a viver no medo constante e pararam de circularem à noite, e o terror começou a circular pelo pais. Em dois anos 80% dos Italianos mudaram de ideias no que respeita a politica de acolhimento. Agora a grande maioria dos Italianos não quer acolher ninguém, a não ser turistas com bilhete de ida e volta. E assim muita coisa mudou. Nos tempos do governo anterior havia os C.P.T. (centri di permanenza temporanea), nestes centros os imigrados ilegais podiam ficar até 60 dias, depois ficavam livres, mas na realidade poucos ficavam ali 60 dias, pois os centros eram mais ou menos algo entre parque de campismo e pousadas da juventude, os imigrados ilegais ali trazidos lavavam-se, comiam, faziam a barba, descansavam um bocado depois da viagem, e dentro de poucos dias frequentemente fugiam dai e começavam a ir pelo pais a cometerem crimes para arranjarem dinheiro. Mas agora já não há os C.P.T. , agora temos os C.I.E. (centri di identificazione e espulsione). Os C.I.E. não servem para dar acolhimento aos imigrados, servem unicamente para proteger os Italianos, identificando os imigrados e repatriando os imigrados ilegais. Os imigrados não ficam ali 2 meses, e sim, com uma nova lei, podem ficar ali presos até 18 meses. Os C.I.E. não são parecidos com pousadas de juventude e sim são praticamente cadeias. Nem pensar em fugir dai, os imigrados ficam em jaulas.

A ver então como é a vida nos C.I.E. , porque se calhar tu és um aspirante imigrante ilegal e estavas pensando em tentar imigrar ilegalmente na Itália (olha, imigra mas é na espanha, que o zapatero esse é amigo dos imigrados, já tem 4.000.000 no pais dele, 10% das pessoas, recorde europeu, provavelmente).

Agora umas informações tiradas da reportagem do jornalista Niccolò Zancan sobre o centro de identificação e expulsão de Torino, reportagem publicada no diário italiano "La Repubblica" de hoje.

Na entrada, é preciso já fazer uma escolha: não se podem introduzir telemóveis que possam tirar fotografias ou vídeo, então podes introduzir um velho modelo, sem  câmara, ou também um modelo novo, com câmara, mas na entrada vão destruir-te a câmara do telemóvel com uma caneta para que não possas tirar foto ou vídeo no centro (motivos de segurança).

No quarto 2 morreu o tunisino Hassan Nejl, a 24 de Maio, saia-lhe espuma pela boca...houve quem disse que as autoridades o deixaram morrer como um cão, mas é falso, no centro há uma presença da cruz vermelha e o diabo tinha sido tratado mas tinha tomado muita droga antes de ser apanhado e trazido no centro, a autopsia falou claro.

Depois Said Rabi, marroquino, deu dois golpes com a cabeça contra o muro e depois saiu-se com a historia absurda que teria sido batido pelos policias italianos....nada disso, ele é que estava nervoso e furioso por ter sido apanhado, não sabia que na Itália as coisas mudaram, pensava que era como antigamente...

Então vais ficar até 18 meses ali, antes de seres repatriado. Fazeres o quê? Aborrecimento! 18 meses de aborrecimento fechado ali. Vale a pena? Há a tv, em cada seis presos há um aparelho para mudar de canal. Cada quarto tem 6 camas agarradas ao soalho para que tu não possas destruir nem lançar nada. Não te podes barbear sozinho, claro, tem lá um barbeiro, por motivos de segurança . Ficas em jaulas com câmaras a controlar-te 24 horas por dia, como no Big Brother. A única coisa de que vais gostar é as 13,00, quando vais receber cada dia 10 cigarros de produção nacional , os MS (monopoli di stato) estás a ver, ainda gastamos dinheiro com os teus vícios...

Nada de cerveja, nada de álcool.

A comida não é o máximo, ervilhas e arroz, arroz e ervilhas...

E mesmo assim, não te queixas, porque és um custo, meu querido imigrado ilegal, custas aos contribuintes italianos 55 euros por dia. Se fizeres as contas, vais ver que se ficares 18 meses no C.I.E  tu vais custar à Itália 29.700 euros. Percebes? E depois ainda temos que gastar dinheiro contigo para te repatriar. Tu custas mais de 30.000 euros, e ainda te oferecemos 10 cigarros por dia. Mas antes isso, antes gastarmos 30.000 euros por cada imigrado apanhado do que deixar esses criminosos à solta a roubarem, venderem drogas, violarem rapazes e raparigas, matarem.

A segurança custa!

Mas tem que ser. Era preciso por mesmo um travão a essa deriva.

Prefiro nem imaginar quanto dinheiro italiano podia ser poupado se a romenia não tivesse entrado na união europeia...quanta coisa podia ser feita com esse dinheirinho em vez de construirmos cadeias, centros de expulsão e gastarmos dinheiro com os militares pelas ruas de patrulha.

Acolhimento...solidariedade....é feio, é mau que assim seja, mas agora muitos Italianos a ouvirem essas palavras ficam com nojo. Não devia ser assim. Por culpa de alguns violentos sem lei, agora quem paga as favas são todos, também os imigrantes que nunca deram problema nenhum, tipo indianos, paquistanos,argentinos,eritreus, etc. Esses bons gajos que vinham aqui a trabalharem duro respeitando as leis, falando italiano, integrando-se perfeitamente na sociedade italiana....que culpa tinham esses? Não tinham culpa nenhuma, não só não incomodavam mas também eram úteis porque trabalhavam bem e muito e ajudavam a economia do pais, e agora vão ser tratados pior por causa de uns malditos sem lei que não querem trabalhar e só querem o dinheiro fácil do crime, raios os partam, desgraçados malditos.


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publicado por Il Conte às 16:21
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