Um espaço italianinho e maluco
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Terrorismo Psicologico : um email da Portuguesa numero 2

A 8 de Junho falei num post de três mulheres, uma Italiana, a primeira, uma Portuguesa, a segunda, e depois outra Portuguesa, a Portuguesa numero 2, a terceira mulher de que falei nesse post, cujo titulo é mesmo Três mulheres.

No Blackberry tenho um toque associado à Italiana, nenhum toque à Portuguesa numero 1, porque essa saiu para sempre da minha vida, e um toque, o toque do sonar (boooinng...boooiiinng...) associado à Portuguesa numero 2. Havia muitos meses que não ouvia esse sonar tocar, durante muitos meses tocava muitas vezes por dia, depois os caminhos separaram-se e esse sonar parou de tocar. Mas ontem à noite voltou a tocar, a Portuguesa numero 2 escreveu-me um email. Queria puder responder, queria escrever para ela, há muita coisa que lhe queria dizer, principalmente que morro de saudades dela, mas não posso, não lhe posso responder.

Às vezes sou muito duro comigo, obrigo-me a uma disciplina emocional, para me proteger, para não ficar magoado inutilmente pelas mulheres erradas (tipo: casadas, demasiado jovens, preguiçosas,comunistas,loiras, etc.), então tenho mil defesas para me proteger, é realmente difícil para uma mulher chegar perto de mim a nível psicológico, quando isso acontece, se a mulher para mim não é a certa, eu afasto-me, para não ficar demasiado apaixonado por mulheres que não me podiam fazer feliz.

Entre todas as mulheres que conheci, a Portuguesa numero 1 é a com a qual eu queria passar a maior parte do meu tempo, mas é uma mulher que provavelmente nunca mais vou ver , nunca mais vou saber dela, com a Portuguesa numero 2 eu queria realizar todas as minhas fantasias, com ela não era importante passar muito tempo, podia ser também pouco, mas seria de qualidade. A portuguesa numero 2 é a única que conseguiu chegar a ver no centro da minha alma, conseguiu chegar a ver todos os meus segredos, as minhas fraquezas, aceitando-me e gostando de mim na mesma. A Portuguesa numero 2 fez-me sonhar. É a que conseguiu seduzir-me mais. Conhecia os meus pontos fracos e sabia como aproveitar para me deixar louco dela. Nunca desejei uma mulher assim, dessa forma animal. Não posso responder a esse email, hei de resistir, hei de fingir que não é nada, ela voltará entre o nevoeiro donde saiu ,cedo voltarei ao sossego. Mas ontem à noite, quando ouvì o Blackberry a emitir o toque do sonar boooiiing.....boooiiinnng...não podia acreditar: ela! um email dela...

Abri...ela a informar que finalmente conseguiu utilizar uma coisa que lhe tinha oferecido como presente pelo último Natal, durante meses não tinha conseguido utilizar, mas finalmente conseguiu e então quis escrever para me avisar e voltar a agradecer por esse presente finalmente útil. Queria responder, queria explicar-lhe tanta coisa, dizer-lhe que a desejo, que ela, que eu...., eu para o mês vou a Portugal se Deus quiser, queria escrever-lhe a dizer-lhe que tal de passarmos umas horas malucas juntos, a fazer maluquices ?

 Aquele cumplicidade entre nos. Nunca experimentei com outras a cumplicidade que tive com a Portuguesa numero 2.

Mas hei de ser forte.

Isto passa por si.

Ontem consegui evitar de responder, e hoje também.

Acho que vou conseguir. Vou ser forte, não vou ceder à tentação. Ela é casada, não me podia fazer feliz, só me podia deixar louco com a sensualidade dela e mais nada. Doido.

Uma mulher atrevida.

Uma mulher bela e forte. E sexy.

Mas vou resistir-lhe.

Não vou responder. Vou procurar a mulher certa. Portuguesa, livre, sem maridos nem namorados, alta,magra,entre 35 e 40, morena e conservadora. Ou assim ou nada. Senão podia muito bem contentar-me com uma nacional minha.

Mas não. Quero-a assim e assim a vou procurar.

Contudo, ontem, quando chegou o email da Portuguesa numero 2, eu fiquei com aquele desejo dela, voltei a lembrar as pernas dela, a língua dela. Fiquei a desejar a saliva dela, o cheiro dela. Fiquei a pensar no corpo dela. Depois não resisti, e continuando com essas imagens sexy dela na minha cabeça acabei tocando-me.

Terrorismo psicológico o dela, a escrever-me um email depois de tanto tempo.

Hei de ficar atento, porque é um instante, ceder a uma tentação é assim fácil, a disciplina emocional é que é dura.

Será que faço bem a proteger-me tanto? Será que é mesmo preciso eu ser tão duro comigo?

Depois acabo na cama duma colega ou duma cliente para uma ginastica sem sentido, só para esquecer um bocado e relaxar-me.

Acho que hei de pensar melhor na minha vida.

Hei de ficar uns tempos sentado a pensar com calma.

Hei de acalmar-me um bocadinho, sim, há confusão emocional na minha vida.

Acho que é preciso eu encontrar uma mulher de bem, livre, com a qual começar outra vez.

Hei de parar logo de gastar tempo com mulheres que não são e nunca vão ser as mulheres ideais para mim.

Esta noite sinto-me cheio de confusão.


: cheio de confusão emotiva

publicado por Il Conte às 20:17
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4 comentários:
De Pâmelli a 23 de Julho de 2008 às 18:01
Acho que o seu pensamento está certo , amigo Conde. É besteira e perda de tempo investir em coisa errada - ainda mais quando já se sabe de antemão que trata-se da coisa errada! Don't ever lower your expectations...- você ainda chega lá!
À propósito, outro dia vi seu comentário no blog do Sarna Literária ( eu gosto de ler os comentários dos outros , assim como os posts dos blogs...:-))) e concordo que de fato, muitas vezes 'o inferno são os outros...' !
Foi Jean Paul Sartre quem disse isso na peça "Huis Clos" ( não sei o título em português) , que aliás, é ótima!
Abraços e boa sorte no seu ' Portuguese quest' ... :-))


De Il Conte a 23 de Julho de 2008 às 18:56
É uma luta contra os sentidos, Pamelli , quer dizer, todos os meus sentidos chamam por ela, a portuguesa numero 2, os meus olhos queriam ver o corpo dela e a cara dela, os meus ouvidos ouvir a voz dela, as minhas mãos apalpa-la, acaricia-la , o meu nariz cheira-la, enfim, queria senti-la, isto é o que eu queria realmente, e se não fosse casada, se fosse menos preguiçosa, eu fazia qualquer coisa para ela, mas eu peço imenso às mulheres, posso dar muito, mas ainda peço mais do que dou (não é um bom negocio para uma mulher amar-me). Mas ela, a portuguesa numero 2, não podia saltar tão alto, coloquei a vara demasiado em alto para ela lá chegar, a culpa foi minha, que pretendia demasiado dela e ela não me podia dar, ainda que tivesse querido. A disciplina emocional é dura, porque é preciso dizer muitos "não" a nos próprios , fazer uma violência contra a nossa natureza animal.
O meu consolo é este: " por cada esforço disciplinado há numerosas recompensas" (Jim Rohn ).
Ah....Sartre, Sartre ...é verdade, agora lembro, sim, Santa Ignorância ! Obrigado Pamelli . Temos pois uns gostos em comum, também não gosto de confusões, nem a nível físico nem a nível sentimental.
Abraços


De Eusinha a 23 de Julho de 2008 às 20:11
Meu caro, apesar de todas as certezas, de vez em quando balançamos e voltamos a sentir vontade de estar onde e com quem não podemos ou não devemos, independentemente do motivo.
Como o compreendo...
Quero acreditar que vence sempre, não o mais forte, mas o mais justo dos sentimentos.


De Il Conte a 23 de Julho de 2008 às 20:32
Obrigado pelo conforto moral, minha amiga, nem imagina o bem que me faz sentir que a amiga percebe.
Abraços.
P.S. Eu não vou vender os meus sonhos ao preço duma banana, já não vou fechar tais negócios , agora quero algo serio, tenho os meus aninhos e já não tenho mais tempo a perder se eu quiser alcançar digamos 100 podia até contentar-me com 80, mas não me vou contentar com 30 ou 40 como no passado.


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