Um espaço italianinho e maluco
Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
O estilo bem portuguesinho de estar no mundo
Trecho tirado de : "Vida e Literatura" de Pedro De Moura e Sá.

"No norte de África, no Brasil, na Ásia, os Portugueses durante quatro séculos construíram casas, abriram ruas, desenharam frontarias, nas mais diversas condições geográficas , lutando com as circunstancias do terreno mas mantendo sempre um estilo comum, fazendo com que as pedras falassem a mesma linguagem. Esta possibilidade de manter as características próprias da nossa faixa europeia de terra e , ao mesmo tempo, de se fundir nas paisagens exóticas sem ferir a vista com horror, como colunas gregas numa paisagem norte-americana, é o segredo talvez mais fundo da projecção portuguesa no mundo. Isto que se diz das cidades pode dizer-se de todas as formas de vida que, no Brasil, em Goa, por toda a parte onde nos fixámos, nunca deixaram de ser portuguesas, mas nunca apareceram como qualquer coisa de estranho, de importado. As cidades portuguesas foram construídas segundo projectos feitos no local onde elas deveriam erguer-se, eram Portugueses os que projectavam e realizaram, mas  Portugueses trabalhando em contacto com o ambiente, as paisagens ,os homens de outros continentes..."

(Pedro de Moura e Sá)

Hoje é um dia em que muitos Portugueses falam de Liberdade talvez esquecendo tanta coisa boa que se fez antes desse 25 de Abril. Depois também se fez muita coisa boa, claro, a entrada na União Europeia e muito mais mas uns aninhos depois, pois é preciso lembrarmos que logo a seguir ao 25 de Abril só houve o caos económico e politico, no continente e nas províncias ultramarinas. Portugal continental ia mudando para um pais anárquico no qual essa tal "liberdade" era uma desculpa para as pessoas não trabalharem, ou trabalharem pouco e mal , andando por ai todas desleixadas sem se importarem com nada e ninguém. Para não falarmos dos retornados, de Timor deixada aos Indonésios e de Angola e Moçambique atiradas para guerras sem fim. O Salazar foi escolhido pelos Portugueses  como maior Português de sempre e acho que os Portugueses afinal, com os anos, com a calma da distancia, conseguiram perceber as coisas com justiça, reconhecendo que apesar de tanto paternalismo e censura o próprio Salazar amou Portugal à serio e toda a vida dele foi honestamente lutada para fazer desse pais pequeno um  pais grande e importante no mundo. Mas ninguém depois se preocupava com um Portugal grande e importante no mundo entre 1974 e 1976. Festejar a liberdade é bom, mas deve ser uma liberdade responsável baseada no trabalho e na lei, nada de anarquia.

:

publicado por Il Conte às 11:19
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