Um espaço italianinho e maluco

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
Entrevistas para um novo emprego

Como inundei a Itália de candidaturas e curricula vitae a procura dum novo emprego nestes dias recebo convites por sociedades que me oferecem a possibilidade duma entrevista de selecção. Fui ontem perto de Verona a uma entrevista e tenho outra amanha em Bolonha. Mas é uma selecção mutua, pois não preciso dum emprego e sim quero escolher um emprego de que goste. Se não for possível trabalhar em Portugal, enquanto não aparecer uma oportunidade para trabalhar em Portugal , ao menos tenciono mudar para a terrinha, que estou farto desta planície aborrecida de fabricas e humidade com gente chata que tem um sotaque ridículo e uma maneira de estar no mundo de que não gosto, interesseira e falsa. Outrora a chatice disso ao menos era compensada pela possibilidade de se ganhar mais, mas com esta crise ganha-se tanto quanto se ganha na minha terra, com a diferença que aqui a vida é mais cara, uma bica num bar custa aqui 1,00 euro, enquanto na terrinha custa 0,70, as casas custam aqui 3.000 euros por metro, enquanto na terrinha custam 2.000, aqui tudo custa 30-35 % mais e os ordenados são agora igualzinhos, sendo assim acho que já não faz sentido nenhum eu ficar aqui. E depois aqui é tudo mais sujo e feio, a minha terra é mais limpa e linda.

Ligou-me agora mesmo a minha Portuguesa preferida : ela faz-me tão feliz ! Estou em pulgas para a chegada dela, se Deus quiser falta pouco mais de duas semanas.

Eu amo ela.

Amo ela e contudo às vezes desejo também outras duas Portuguesas, uma das duas desejo-a porque gosto da inteligência dela, a outra desejo-a porque é demasiado sexy e sabe seduzir-me totalmente. Às vezes até perco tempo com fantasias malucas, imagino-me sentado num sofá, a ver um filme de que gosto com essas três Portuguesas sentadas perto de mim a fazer-me carícias e massagens por todo o lado: um harém bem portuguesinho!!!

Sim, quem me dera!

 

Acorda, pá, tens que trabalhares agora, para com isso!!!

(Estúpido Italiano...)



publicado por Il Conte às 12:18
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Domingo, 27 de Julho de 2008
The secret

Há umas semanas ouví falar acerca do livro " The secret " numa transmissão radio da RTP. Achei o assunto interessante e então procurei o livro no meu pais: sim também foi traduzido para o italiano e assim comprei. Muito optimismo americano, esse tal pensamento positivo, isso muito resumido seria que atraímos na nossa vida as coisas em que estamos mais focalizados, portanto teríamos a capacidade de atrairmos na nossa vida a pessoa que desejamos e o nível de riqueza que desejamos se  soubermos escolher bem os nossos pensamentos  e sonhos.

Bem como não tenho nada a perder vou ver se deixo entrar na minha vida as sugestões encontradas nesse tal livro do Segredo. Adoro esses livrinhos assim que prometem voltar uma pessoa rica em pouco tempo, magicamente. Eu não acredito que seja assim tão fácil como isso, e como muito bem diz o Nuno Markl da RTP os únicos a tornarem-se ricos são os autores desses tais livrinhos, contudo acho graça e então leio.

Eu sei perfeitamente como devia ser a mulher dos meus sonhos, não tenho nenhuma duvida, não devia ser "bonita" ou "simpática" ou "boa mulher" e sim devia ser: Portuguesa, entre 35 e 40 anos, do norte de Portugal, morena, alta e magra, com uma mentalidade conservadora que seja aventureira, que goste de viajar e que não se importe de viver longos anos na Itália, ao menos até à reforma, depois era possível também viver em Portugal. Devia ser assim e pronto.

Cadastrei-me por brincadeira num desses sítios de amizades internacionais, e só chegavam emails de russas e romenas, que eu lia mas não respondi a nenhuma, depois encontrei essa tal pérola que estava procurando e nem acreditava: 38 anos, do Porto, pequenina, magra, portuguesa, mentalidade conservadora, que viaja muito ao estrangeiro por motivos de trabalho...e muito linda. Tem todas as características para ser a mulher dos meus sonhos, só falta uma: não é lá muito alta, é normalzinha, pequenina, mas é magra, linda e tem tudo o que eu gosto. Escrevi para ela, e ela respondeu-me, escrevi uns email malucos, depois ontem à noite ela apareceu convidando-me num chat com ela. Adorei.

Começou logo com a tirada que só podíamos ser amigos, que eu não seria o homem certo para ela, que não começasse eu a colocar asas à minha fantasia, essas tiradas que fazem às mulheres no chat quando o outro não é lindo,rico,loiro etc. quando elas não ficam logo perdidas sem perceberem mais nada.

Agora nem sei o que fazer, quer dizer, gosto muito dela, e quem sabe, com o tempo...como a gota de agua na pedra...quem sabe...nunca se sabe...mas é que era preciso gastar ali muito tempo porque partiria de muito longe e eu não sei se tenho assim tanto tempo como isso, quer dizer, queria uma parceira, uma namorada, o sexo não chega, quero mais do sexo e agora só tenho sexo. Por outro lado as outras comparadas com a tripeira parecem tão insonsas...

Porque não podia arranjar uma namorada nacional minha, simplesmente?

Porque preciso que seja portuguesa? E ainda por cima portuguesa do norte?

É por causa da língua. A língua portuguesa tem em mim um efeito erótico, quando uma mulher me fala baixinho em português no ouvido deixa-me muito excitado. Enquanto fiquei casado com uma nacional minha sentia muito a falta da língua portuguesa na cama.

Tudo isto faz algum sentido?

Há línguas mais "eróticas" de outras?

E tu? Tens uma língua que te deixa esquisito? Qual?

Sou o único maluco no mundo que tem uma língua preferida para ser útilizada na cama ou então há outros desgraçados que têm o meu problema?

É preciso eu marcar urgentemente uma consulta com um psiquiatra?

Acham isto normal?

Vamos fazer uma associação de dependentes psicológicos da língua portuguesa para o amor?

És um cientista? Queres contactar comigo? Queres fazer uma pesquisa sobre a dependência da utilização duma língua especifica para o amor?

Agora eu sei que há imensos fetiches, as pessoas ficam taradas pelas coisas mais absurdas, e eu também gosto de fazer maluquices na cama como muitos, não tenho complexos e gosto dos jogos eróticos mais malucos, mas agora isso de depender tanto da utilização duma língua em particular para eu ficar mais excitado parece-me mesmo uma mania bastante exótica, até agora não tenho ouvido falar de outros desgraçados com esta mania, e queria saber se existem, ou se sou mesmo sozinho, caso desesperado no planeta...

Mas devem existir...poucos mas devem existir...

Sinto-me só! (psicologicamente só)

 


: psicologicamente só

publicado por Il Conte às 13:49
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Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Supercafone

Supercafoneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...........

Esta noite vou sair com uma colega , nem linda nem feia, uma mulher, pronto. Antes do que a Federica Manoamica sempre serve ela. A tentação era de trata-la mal, de ser mesmo mauzinho, mas pensando melhor não posso dar-me a esse luxo, quer dizer, é uma colega, posso precisar dela por motivos de trabalho, melhor não ser mau com ela.

Então vou ser simplesmente maluco.

Ela tão racional, com a sua vidinha muito bem planeadinha...

Mas esta noite vou ser um Supercafone, como se em vez que ser de L'Aquila eu fosse de um bairro popular de Roma, tipo Tor Vergata ou Tor Bella Monica, Laurentino....

Esta noite quero ser mesmo maluco e "supercafone".

Supercafoneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...........................................

Vou ser o Piotta da planície padana, vou levar o estilo do Piotta entre estes nortenhos aborrecidos...

Pronto, duche e depois saio...

Vou responder amanha às mensagens das amiguinhas virtuais lusófonas.

Que sejam também malucas de vez em quando, ouviram?


: supercafone

publicado por Il Conte às 18:57
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Domingo, 6 de Julho de 2008
Abrindo uma caixa postal pensando no Schrodinger

Sexta feira passada cheguei em L'Aquila por volta do meio dia e primeiro que tudo foi para os Correios, na praça principal.

Tenho uma caixa postal nos Correios, em L'Aquila.

Caixa Postal?

Mas para fazer o quê? Agora temos os e-mails, quem é que escreve cartas?

Alguns escrevem.

As cartas, essas com os envelopes, os selos...

Todos gostamos de receber um email por alguém de que gostamos, não é? Mas receber uma carta é outra coisa, diferente.

Há uma pessoa a quem eu quero bem, que já não tem meu numero de telemovél, já não tem minha morada actual, nem meu email, nem nada. E eu também já não tenho nada dela. Se quisermos entrar em contacto só temos uma possibilidade: os correios, quer dizer, os correios tradicionais. Ela tem o numero duma caixa postal que está no meu nome nos Correios de L'Aquila, e eu tenho o endereço duma velha morada dela, ela já não mora alí mas há uma pessoa que pode fazer chegar as cartas até ela. Ela escreveu que recebeu as que lhe tinha enviado.

Havia três meses que não punha os pés em L'Aquila, então primeiro que tudo fui aos Correios ver se estava algo para mim na Caixa Postal.

Entrei nos Correios e fui logo frente à parede com as caixas postais, cheio de medo.

E se não encontrar nada?

Peguei na chave.

A chave que entra...

Agora é preciso abrir a caixinha...

Ufff...um respiro fundo.

Por um instante pensei no gato do Schrodinger.

Antes de abrir a caixa o gato estava vivo e ao mesmo tempo morto...

Antes de abrir a caixa pensei que dentro havia uma carta para mim e ao mesmo tempo não havia carta nenhuma.

Se o Schrodinger ganhou o Nobel para a Física em 1933 quer dizer que tinha razão.

Fiquei um instante ali coma chave introduzida mas sem abrir.

O acto de eu estar ai a observar devia determinar o colapso das funções de ondas.

Antes que aconteça uma interacção que escolha o que se actualiza na realidade tudo já existe em termos quantisticos coexistentes.

Antes que a caixa seja aberta, o gato é ao mesmo tempo vivo e morto, e também é ao mesmo tempo feliz e infeliz, são e doente...

Mas sabia que gatos numa caixa postal com certeza não devia haver, gatos vivos e mortos ao mesmo tempo só mesmo nas caixas do paradoxo do Schrodinger.

Agora abro e encontro uma carta a minha espera, uma carta dela.

E assim abrí.

Não, não estava lá carta nenhuma. A caixa postal estava mesmo vazia.

Um grande silencio na minha alma.

Afinal ,pelos vistos o tal gato morreu...

Ah...Schrodinger...fugiste dum manicómio, não foi? Como é que conseguiste apanhar o Nobel?

Pensava que então, observando, as infinitas possibilidades, os estados os dois aspectos da realidade...

Grande confusão!

Ah ah ah....não percebo nada de física, admito!

No Sábado à noite encontrei-me com a minha ex-mulher. Ficamos bons amigos. Mas será que faz sentido a gente ver-se de vez em quando?

Sentados ali numa esplanada a conversarmos como bons amigos.

Ela a falar-me da vida dela na costa oriental e eu a falar-lhe do norte. Os dois a trabalharmos  longe de L'Aquila.

E enquanto falava com ela eu pensava na saliva duma portuguesa de que também gostei, não essa que tem o numero da minha caixa postal, e sim outra, lindíssima e impossível, outra que nunca foi minha, outra que é veneno puro, mas eu pensava na saliva dela, pensava na língua dela.

Tenho vontade de portar-me mal.

Onde trabalho há uma empregada que gosta muito de mim. Já fez de tudo para que eu percebesse. E eu sempre a fingir não perceber. Muito inocentinho mesmo. É que não me diz nada, é muito masculina e eu gosto de mulheres femininas, com saia, saltos...sou um tipo tradicional...

Mas acho que amanha vou perceber.

Tenho vontade de magoa-la.

Tenho vontade de brincar com ela, de portar-me mal.

Mas porquê?

Não sei, francamente não sei. Preciso de ser mau. Tenho vontade de ser mau.

Ás vezes apetece-me ser muito mau, egoísta, pensar somente no meu prazer e mais nada, gosto de tratar as mulheres como objectos, como objectos prazerosos e mais nada, e depois rua de mim, lixo, larga-me.

Mas nem sempre.

Ás vezes gosto de ser anjinho mesmo, muito bom rapaz.

Porque não posso ser uma pessoa normal, como todos?

Porquê só consigo sentir-me bem em situações extremas?

Ou muito meiguinho ou mesmo uma merda.

Branco ou preto.

Olha que entre preto e branco há muitos cinzentos, dizia-me um ex-chefe meu, que agora morreu, coitado. Tinha razão. Os cinzentos....

É que não gosto de cinzentos, os cinzentos ( e as cinzentas) aborrecem-me.

Queria estar num Hotel, a beira mar, a fazer lutazitas físicas e psicológicas com uma mulher muito inteligente e muito má. E muito preguiçosa, também...uma gata...

Não vou nunca fazer nenhuma birra em nenhum Hotel a beira mar, com ela.

Se um dia chegar a presença de Deus pergunto-lhe como teria sido...quer dizer...

"Meu Senhor, diga-me só uma coisa se faz favor, eu teria gostado? Com ela, Senhor, teria gostado? Essas fantasias malucas ....se realizadas...teríamos gostado?

E se não chegar à presença de Deus e sim do Diabo, então pergunto ao Diabo.

Às vezes penso nela e sinto-me rebentar de desejo.

Quando for a Lisboa vou dar uma volta ali ao Júlio de Matos, ver se encontro a minha alma gémea maluca, se calhar a minha cara metade , se portuguesa, só mesmo no Júlio de Matos.

Não percebo nada de física...

E agora estou aqui, e não tenho nenhuma carta de Portugal. Essas tais funções de ondas colapsaram duma forma diferente do que eu queria.

A maluquice não faz falta neste meu blogue.

Os leitores , se conseguirem chegar até aqui, devem estar aborrecidíssimos!

Coitados!

Estúpido italiano....


: doentinho na cabeça

publicado por Il Conte às 20:34
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